Certo dia de Outubro de um qualquer destes anos do recém nascido milénio, no meio de uma azáfama quotidiana de trânsitos e afazeres, recebi uma chamada telefonica, que entre tantas outras me levantou a curiosidade. Era um convite.
Não foi quem me convidou que me causou tal sensação nem tão pouco o sitio para onde me convidava, mas sim as pessoas que ai se encontravam e o seu estado de sobriedade (nulo!).
Rendido à evidência, rematei o meu dia de trabalho e dirigi-me então a tal lugar inóspito! Parecia promissor.
Naturalmente então, cheguei quando já toda a gente estava a cair para o lado, o que me deixa com um sorriso gozador na cara.
No meio de mil caras conhecidas, umas bem conhecidas, outras mal e sem desejo de melhor conhecimento, havia também aquelas que se queriam conhecer... melhor!
Especialmente uma ali no meio. Não esqueçamos a grande quantidade de caras de trato pueril que por aí faziam brotar esgares de agrado bem visiveis.
Após um breve interludio de revista generalizada sobre as cabeças arejadas pelos ventos etéreos que assolavam aquela áera especifica do Bairro Alto, procurei algumas das caras mais familiares para trocar umas gargalhadas sobre o panorama visivel.
Fantástico uma tal reunião só poderia dignificar mais a minha presença se o número de presentes do mesmo género fosse mais diminuto. Ainda assim a fauna estava variada o suficiente para não haver necessidade de preocupação com o caso.
No meio de tudo isto, voltou-me a chamar a atenção aquela em que havia um especial interesse de intercomutação verbal. No entanto, dada a minha natureza e a minha factual sobriedade, não havia ali lugar para mim nesse dia. Pelo menos enquanto jogador de iniciativa elevada. Mas como quem não tem cão, caça com gato...
Falando com os presentes, procurei em primeiro lugar, saber quem era tal criatura. Rápidamente fiquei a saber então que era, nada mais nada menos, alguém da minha turma. Curioso. "Se calhar devo ir mais às aulas", pensei.
Saltando de informador em informador, já com os dados suficientes recolhidos, parei para uma última jogada. Jogada esta que apenas me surgiu por uma razão: a cada pessoa por quem passava, passavam-me pela mão dois copos de cerveja.
Então, num rasgo de alcolemia infantil disse a uma amiga que estava ali encostada: "Vais-lhe dizer, de uma forma desplicente, como se a conversa surgisse, que um amigo teu a acha muito engraçada!".
Foi.
Apenas o conteúdo do que lhe disse foi alterado. Ainda hoje não sei quais foram as suas palavras. No entanto posso dizer que acabaram por cumprir a sua função.
Com um pouco de adrenalina a cortar o meu alcool do sangue, ela dirige-se quase de imediato para mim, em linha recta e sem paragens nem distracções pelo meio.
Não me lembro das suas palavras, pois estava embevecido pela sua aparencia, que me enchia de uma forma extremamente agradável para o momento. "Esta miúda aqui e agora a falar assim comigo... que estranho... que agradável!".
A conversa propiciou-nos agradáveis minutos de risos e sorrisos descomprometidos, com um desejo inerente não discutido.
Passado já tempo suficiente para que houvesse mudança de local e de companhias, sempre no meio daquele âmbiente alcoolizado, voltei-me a cruzar com ela e com uma amiga.
- Vão a algum lado depois disto? - perguntei.
- Não sei, talvez!
- Isso, quando uma mulher o diz, quer normalmente dizer que não vai a lado nenhum a não ser para casa.
Entretanto, sem que me apercebesse, um outro rapaz tinha-se juntado à nossa companhia e nesse mesmo momento faz uma entrada la paliciana, que não me tinha ocorrido e que me comi por dentro por esse mesmo facto.
- Ou então está à espera que alguém a convide para fazer alguma coisa.
Naturalemente, louvei-o por proferir tão sábias palavras.
No entanto, não sei dizer uma série de coisas que se tenham passado aqui pelo meio, uma vez que por esta altura eu já estava tão ou mais alcoolizado que todos os restantes.
No entanto sei que ainda fiquei com o telefone dela...
O que daí resultou...
Only God knows!!!
Saturday, March 17, 2007
Tuesday, March 13, 2007
Insistence
Some people insisted and pressed me, with a gun pointed to my forehead, into doing this blog.
Bem vou mas é falar em português que é melhor.
Ora então vou contar desta forma, sob ameaça, algumas histórias que assolam o meu passado, eventualmente o meu passado imaginário ou até mesmo o meu imaginaário passado.
Desta forma espero, por um lado, sacear-vos de histórias deliciosas, recheadas
de alguns requintes de malvadez, por outro livrar-me de uma série de fantasmas, procurando na redação dos mesmos o seu auto exorcismo.
Bem vou mas é falar em português que é melhor.
Ora então vou contar desta forma, sob ameaça, algumas histórias que assolam o meu passado, eventualmente o meu passado imaginário ou até mesmo o meu imaginaário passado.
Desta forma espero, por um lado, sacear-vos de histórias deliciosas, recheadas
de alguns requintes de malvadez, por outro livrar-me de uma série de fantasmas, procurando na redação dos mesmos o seu auto exorcismo.
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